Gestão de Riscos da Produção Florestal: O futuro da sua floresta, hoje.

O Fórum Econômico Mundial lançou em 2019 a 14ª edição do Global Risks Report¹, relatório que analisa anualmente os principais riscos globais. Ele aponta os eventos climáticos extremos como o principal fator de risco em escala global e, em segundo lugar, os fracassos nas ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Além dos temas citados, questões como crise hídrica e mudanças climáticas são recorrentes no top 5 Global Risks dos últimos anos.

Isso é notadamente importante para a economia agroindustrial, já que as condições climáticas integram um dos principais fatores de produção, sendo ainda mais relevante para a atividade florestal, onde a exposição dos plantios ao tempo é muito mais longa.

No Brasil, os efeitos das oscilações climáticas e eventos extremos vem sendo sentidos com maior intensidade nesta década, apresentando impactos relevantes na produção florestal. Exemplos recentes como a crise hídrica ocorrida no sudeste em 2014/2015 e secas severas no norte de Minas Gerais, Espirito Santo e Bahia (2015/2016), trouxeram impactos econômicos para o setor na ordem de US$ 470 milhões (levantamento Geplant, considerando a redução na produção de madeira nas áreas afetadas).

Na prática, não é difícil encontrar oportunidades de melhoria na gestão florestal pela adoção de uma abordagem estruturada de gestão de riscos na produtividade.

Um exemplo são empreendimentos, contratos de parceria florestal ou planos de abastecimento de madeira lastreados em projeções de produção determinísticas, ou seja, que consideram um valor futuro fixo. Também é frequente encontrarmos projeções enviesadas pela falta de estimativas locais ou pela utilização de referências passadas (áreas experimentais ou de produção) que passaram por condições climáticas favoráveis e que não se repetem nos ciclos posteriores. Nestes casos, é importante que a expectativa futura de produção:

  • Considere as características edafoclimáticas locais e seja descontaminada de condições climáticas atípicas (positivas ou negativas);
  • Permita que as partes envolvidas (investidores, diretores, parceiros ou fornecedores) tenham conhecimento dos riscos e probabilidades futuras de produção, considerando cenários mais prováveis, otimistas e pessimistas.
  • Possa ser atualizada com maior agilidade e confiabilidade, permitindo tomada de decisões para mitigar riscos de abastecimento ou de quebra de produção.

Outro caso frequente é a inacurácia das projeções de modelos tradicionais em plantios que passaram por condições climáticas atípicas, já que, em geral, os modelos consideram condições climáticas dentro da normalidade.

Os exemplos citados, dentre outros casos, reforçam a importância da adoção de um processo robusto e estruturado na quantificação e avaliação de riscos na produção de madeira. No entanto, olhar a projeção da produção florestal sob uma ótica quantitativa de análise de riscos, baseada em dados e ferramentas analíticas, requer uma mudança de paradigmas e de cultura.

Conversando com o diretor de uma grande empresa florestal, ao apresentar este conceito e nosso trabalho, tivemos uma grata surpresa ao ouvir que temos uma importante missão: “levar esta abordagem de gestão e análise de riscos na produtividade aos gestores florestais do país, pois com certeza promoverá impactos positivos ao setor”. Por isso, acreditamos fortemente nas oportunidades de melhoria no manejo florestal através da adoção de tecnologias e da constante evolução de nossos conceitos.

Um dos produtos da plataforma GPT para Gestão da Produtividade Florestal é baseada na Gestão de Riscos, pautada em projeções futuras baseadas em análises probabilísticas, incluindo áreas de expansão (sem histórico de produção), gerando informações com maior acurácia, agilidade e confiabilidade, possibilitando uma relação mais transparente com investidores, acionistas e stakeholders e trazendo melhores decisões de negócio.

Nossa plataforma utiliza uma rica base de dados de solo, relevo, sensoriamento remoto e um histórico climático de 40 anos, com abrangência nacional, além de ferramentas analíticas e modelos robustos para analisar a interação entre fatores de produção e gerar resultados sensíveis às oscilações climáticas.

Para mais informações, entre em contato conosco ou acesse nosso site: geplant.com.br.

  
Análise de riscos na produção, com projeções trazendo cenários probabilisticos e considerando sazonalidade e condições climáticas locais.

 

Referências:
1. https://www.weforum.org/reports/the-global-risks-report-2019

 

 

Publicado em 23 de agosto de 2019

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